terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

De volta

Ela tinha os olhos descançados, calmos novamente. Cabelos sedosos e bem arrumados. Seus lábios pareciam agora estar sempre sorrindo.
Se curara de sua amarguisse, egoísmo e de sua redoma.
Como isso ocorrera?
Ela o encontrara, estava de volta em seus braços, o tinha sempre do seu lado na cama, e seu sorriso no café da manhã.
Suas roupas voltaram a demonstrar leveza e seriedade, mas com um pequeno entusiasmo juvenil!
Escutava Matt Costa , enquanto lia e o ouvia cantar "loookiiing baaaack...", ria dele e pensava: Como sou capaz d amá-lo tanto?
Não sentia ciúmes, nem saudades, pois sabia que quando ele saía p/ trabalhar voltaria dali a seis horas. Confiava nele e nunca havia sentido a sensação de ter certeza de ser correspondida.
Voltara p/ a cozinha, fazendo pratos vegetarianos e rindo sempre do que ele falava. Um riso leve, sem compromisso e com uma pitada de vinho.
Bebiam todos os dias em pequenas quantidades, prontos a sentirem a liberdade mais aparente de se amar.
Questionamentos filosóficos não faltavam, ali estava um homem a sua altura, diziam os vizinhos.
A calmaria da vida de casal, duraria pouco, no fundo ela sabia. Mas quem se importa? Estava fazendo o que demorara tanto p/ aprender: Viver o hoje!

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"Sou somente uma alma em tentação, Em rota de colisão. Deslocada, estranha e aqui presente." Lenine (fere e rente)