sábado, 5 de junho de 2010

"...you know me, and I miss you now..."

Não saberia dizer por quanto tempo estive ali, sentada na areia, inteira molhada d chuva, com os lábios escurecendo, os dentes batendo de frio, simplesmente olhando o mar.
As vezes um gemido vinha e logo depois dele um grito desesperado e ai era impossivel segurar as lágrimas q escorriam. Eu enchia a mão d areia nesses momentos e chorava até cansar o peito, a voz e os olhos. E quando passava, voltava a olhar p/ o mar sem ter um único pensamento sequer sobre nada.
Permaneci assim, sozinha, só olhando e as vezes me desesperando, até q com muita raiva minhas pernas responderam e eu me lavantei, tomando o caminho d volta p/ casa. Uma caminhada q vc sempre considerou longa, eu a fiz entre tropeços e soluços, até em casa. O silêncio perdurava e eu precisava d um banho, mas d novo fiquei só sentada, olhando a torneira da pia pingar.
É tão bonita essa ausência de pensamento... Quando eu pensava em algo, sempre era vc e daí vinha o desespero...
Tomei meu banho, não me lembro quanto tempo demorei, só sei q depois não quis me vestir, fiquei d ropão, até minha mãe chegar e me contar q fora até sua casa. Ter uma notícia sua foi um alívio e depois uma raiva imensa.
Não parei d pensar q seria melhor se vc tivesse morrido.
Todo mundo sabe q quando se morre pelo menos se tem um motivo p/ lágrimas, enquanto vc, me fazia chorar d graça.

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"Sou somente uma alma em tentação, Em rota de colisão. Deslocada, estranha e aqui presente." Lenine (fere e rente)