sexta-feira, 4 de junho de 2010

"I held my breath with my eyes closed"

No fim, é tudo sobre desejar.
Elisa deseja algo q não pode ter e isso a faz sentir-se mal. Desde pequena ouviu poucos nãos. Faziam td q podiam p/ vê-la sorrir. E quando diziam não, e ela se revoltava, ficava muito brava por alguns segundos e de repente via outra coisa q desejava bem mais e aquele desejo anterior se tornava tão pequeno q podia ser facilmente esquecido.

Agora, na adolescência, ela percebeu q não vão mais fazer d td p/ ela sorrir, q quem terá q fazer isso por ela é ela mesma.
E agora q é inevitável sorrir, o q fazer?

Quando ela amou pela primeira vez, viu q por mais q ele a quisesse feliz, ele não a queria por perto... É tão estranho quando os nosos desejos não batem com os dos outros.

Eles se amaram no quarto de hópedes a tarde inteira, e ela percebeu q a felicidade tinha forma d lençóis e cheiro d roupa limpa. E quando seus corações bateram juntos no mesmo ritmo ela teve certeza d q ele sentia o mesmo q ela. Foi seu primeiro engano, sua primeira falta d controle.

E quando ele foi embora, Elisa não sentia-se tão Elisa assim. Odiava-se por dentro e tinha vontade d quebrar-se em dez milhões de pedaços, ou quem sabe quebrar a cara dele.

E de repente, tudo fez sentindo, desejar não é o bastante. E o desejo é a causa d tds os seus problemas. A solução poderia ser não desejar, ou desejar outra coisa... Mas e agora?
Ela não quer desejar outra coisa;

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"Sou somente uma alma em tentação, Em rota de colisão. Deslocada, estranha e aqui presente." Lenine (fere e rente)