sábado, 22 de novembro de 2008

Música

"Living is easy with eyes closed
Misunderstanding all you see
It´s getting hard to be someone
But it all works out
It doesn't matter much to me..."

Memórias e Promessas

Num grande temporal,
ela se questiona se tudo o que vivera realmente valeu a pena... Ela sabe q logo o vento virá e arrancará as telhas de seu lar, que em questões de segundos os tijolos se quebrarão e ela verá todos os quadros e porta retratros caídos no chão, quebrados. Sem medo, nem um pingo d arrependimento, ela se levanta e caminha p/ fora, consciente d q o temporal logo levará tudo e a todos, mas mesmo assim, se permitindo lembrar daquilo q lutara tanto para esquecer:
-Fruta? - pergunta Lucas.
-Romã, vc já sabe q a minha fruta preferida é o romã!- reclama Lúcia, querendo saber pq ele sempre perguntava sobre cores, frutas e roupas preferidas.
-Mas eu pergunto sempre p/ me certificar se eu sei realmente, afinal, estamos juntos, não??
-Estamos!- Disse ela, enquanto sorria.
-E eu como bom amigo, e como o melhor namorado do mundo, devo saber cada mínimo detalhe do seu gosto.
-Entendo, sr. melhor namorado do mundo!- Lúcia se joga em cima dele, com bastante confiança d q ele a segurará.
Sentados debaixo daquela árvore, Lúcia insitia em se afastar dele, só para ter o prazer de vê-lo chegar mais perto e perceber q ele se encomodava com a distância.
Anos mais tarde, Lúcia se lembrara desta cena, embora quisesse muito esquece-la ou simplesmente perde-la em seu emaranhado d memórias inofensivas e sem cor.
Agora Lúcia vê o temporal se aproximando mais e mais e sorrindo se deixa levar... A tristeza q sente de ter se recordado de tudo, com certeza, é muito menor do q a tristeza q sentiria se não tivesse vivido aquilo.
*
Com lágrimas nos olhos, ele percebe q ela e toda sua cidade natal se fora e q agora não passam d emaranhado d sonhos e memórias antigas q tds teriam medo d tentar desenrolar. Seria o mesmo q mecher em um grande sotão, poeira, bolor e escuridão porém, ainda haveria uma lanterna em sua mão. "Nunca me cansarei de ter procurar!"- promete ele uma ultima vez.

Vício

Tudo o que poderia considerar
era que ele sabia como lidar com ela. Sabia o que dizer e em que momento dizer, sabia todos os pontos estratégicos de Lúcia. Porém, ela sabia como fazer ele correr atrás, sempre. Fazia isso sem nem sequer notar, apenas sorria tentando esconder o pranto, durante todas as brigas. Não sabia como, mas aquilo o fazia suar e querer que ela sorrisse novamente. Ligava todas as madrugadas pronto a fazê-la escutar a música que havia composto há meses. Mas ela nunca esquecera que ele a deixava esperando todas as vezes, ou que preferia a bebida á uma noite com ela... Esse vício já estava tomando tudo, até os quartos tinham o cheiro de alcóol e os espelhos exibiam rostos infelizes e cansados.

Perdão?

As vezes dizer o q se pensa...
pode fazer o seu dia, o seu ano ou a sua vida algo muito melhor... Como sempre agi por impulso me arrependi diversas vezes por ter dito o pensava, quando na verdade, foi o melhor q pude fazer naquele momento. Se vc soubesse o quanto me arrependi d tê-lo trocado por alguém q nunca sequer me quis, exceto naquela noite em q não se tinha ninguem melhor p/ ficar... Ou q me arrependo d não ter entendido q o seu silêncio era o modo d dizer q me amava. Que o modo d me beijar sem jeito e com os lábios trêmulos era o modo d demonstrar carinho. Quando vc disse q não se importava, q me perdoava por tdas as sacanagens feitas, pensei: "poxa, ele não tem amor própio??" e só dpois d muito tempo fui entender q esse era o seu modo d se dar valor: perdoando os outros e escolhendo aquilo q te faria feliz. Fiquei um ano ou mais sofrendo a toa por alguém q não me queria, sem perceber q mesmo dpois d td, vc ainda me cumprimentava e dizia coisas q eram boas d escutar, como: "Você uma pessoa muito legal, nina" , "Vc faz falta". *Hoje quando t beijei, percebi q seu beijo havia mudado, não estava tímido como antes... posso até dizer q vc esta experiente, ou então q não fica mais tão nervoso quanto ficava quando eu me aproximava... Tinha esquecido o quanto é bom estar com vc, tinha esquecido q o seu sorriso me fazia sorrir, e esquecido q são nas coisas mais simples q se atribuem grandes valores. Quando vc diz q não quer se prender entendo seu medo d ser machucado novamente por mim, mas posso t garantir q não me iludo mais e muito menos, me atraio por coisas q não posso ter.

Isso foi antes! ;)
te amo, e disso tenho certeza.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Me torturando, de novo

Soneto 65

Se bronze, pedra, terra, mar sem fim;
Estão sob o jugo da mortalidade,
Como há de o belo enfrentar fúria assim
Se, como a flor, é só fragilidade?

Como há de o mel do estio respirar
Frente o cerco dos dias, que é implacável,
Se nem rochas o podem enfrentar
Nem porta de aço ao Tempo é impermeável?

Diga-me onde, horrível reflexão,
Pode o belo do Tempo se ocultar?
Seu passo é retardado por que mão?

Quem pode a ruína do belo evitar?
Só se eu este milagre aqui fizer
E a tinta ao meu amor um brilho der.

William Shakespeare


Eu me torturo, procuro suas fotos, nossas fotos em nossos fotologs, observo sua vida de longe, passo horas a fio a pensar como seria se eu participasse dela...
Só posso dizer que não aprendi a te esquecer, por mais que eu tente, que eu passe meses sem nenhum contato não sou boa o bastante, talvez madura o bastante, para lidar com a situação da rejeição. Dois anos se passaram e eu continuo a marcar datas, sonhar acordada e a chorar quando ouço trechos de musicas que me transportam até você.
Eu gostaria muito q vc lesse tudo isso, mas eu estaria me comportando daquele modo ridículo que você tanto criticou e eu poderia estar agindo como uma obcecada, doente... Eu sei que é isso que vc pensa de mim...
Hoje vejo vc demonstrando amor de uma forma tão intensa e sem medo de comprometimentos e, espero, de todo coração, que vc entenda o amor que senti e que ainda sinto por você... Muito mais além do que pode ser expresso em palavras...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Recomeçar é o segredo.

Enquanto Camila caminhava em direção ao balcão, Marcos buscava em suas últimas palavras um sentido concreto.

" Me procure daqui cinco anos..." disse ela, mas o que haveria de errado com o presente? Será que fora aquela noite em que ela se sentiu pressionada? De qualquer forma, Camila sempre foi instável...

Ela vai me procurar, pensava Marcos em todas as brigas, porém, era sempre ele quem achava um bar e se deparava com ela no balcão, nunca foi um problema seu vício, exceto pelo fato de os dois terem muitos lugares em comum. Sempre a procura de uma mesa de cinuca e ela de algo p/ perder a noção da realidade.

Mas nesse caso, ela nem reparou na mesa de jogos e nas apostas, simplesmente percebeu o quanto brilhava o balcão vermelho,parecendo ser coberto por uma camada d verniz. O drinque deve ser caro, mas ela não queria pensar nisso, não agora... Marcos realmente passou dos limites. Não haveria volta, prometera ela a si mesma.

Marcos a viu, ela estava com aquele mesmo vestido preto, aquele mesmo sapato vermelho boneca e aquela mesma bolsa surrada. E ao mesmo tempo em que estava com aparência de não ver uma cama há tempo, o fato de estar lúcida a deixava mais bonita do que realmente era.

Caminhou em sua direção, tentando tocar-lhe o ombro, e percebeu q ela estava usando aquele perfume com o frasco em formato d uvas, aquele do ultimo natal, da ultima ceia e da ultima cena feliz q ele tinha em sua memoria. Isso o deixou mais leve, e ele teve certeza naquele momento q não era o perfume, não era o vestido, não era o balcão vermelho, não era nada dela, ou em volta dela, era simplesmente ela.

É uma pena q ela não valha nada sem essas coisas tão velhas e mal cuidadas.
Personagens ficticios, porém todos eles mostram o que eu teria feito, os erros que cometi e talvez o que eu queira realmente me tornar.
Não importa, desde q sejam os flocos de neve de sempre, não tem problema.

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"Sou somente uma alma em tentação, Em rota de colisão. Deslocada, estranha e aqui presente." Lenine (fere e rente)