quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Recomeçar é o segredo.

Enquanto Camila caminhava em direção ao balcão, Marcos buscava em suas últimas palavras um sentido concreto.

" Me procure daqui cinco anos..." disse ela, mas o que haveria de errado com o presente? Será que fora aquela noite em que ela se sentiu pressionada? De qualquer forma, Camila sempre foi instável...

Ela vai me procurar, pensava Marcos em todas as brigas, porém, era sempre ele quem achava um bar e se deparava com ela no balcão, nunca foi um problema seu vício, exceto pelo fato de os dois terem muitos lugares em comum. Sempre a procura de uma mesa de cinuca e ela de algo p/ perder a noção da realidade.

Mas nesse caso, ela nem reparou na mesa de jogos e nas apostas, simplesmente percebeu o quanto brilhava o balcão vermelho,parecendo ser coberto por uma camada d verniz. O drinque deve ser caro, mas ela não queria pensar nisso, não agora... Marcos realmente passou dos limites. Não haveria volta, prometera ela a si mesma.

Marcos a viu, ela estava com aquele mesmo vestido preto, aquele mesmo sapato vermelho boneca e aquela mesma bolsa surrada. E ao mesmo tempo em que estava com aparência de não ver uma cama há tempo, o fato de estar lúcida a deixava mais bonita do que realmente era.

Caminhou em sua direção, tentando tocar-lhe o ombro, e percebeu q ela estava usando aquele perfume com o frasco em formato d uvas, aquele do ultimo natal, da ultima ceia e da ultima cena feliz q ele tinha em sua memoria. Isso o deixou mais leve, e ele teve certeza naquele momento q não era o perfume, não era o vestido, não era o balcão vermelho, não era nada dela, ou em volta dela, era simplesmente ela.

É uma pena q ela não valha nada sem essas coisas tão velhas e mal cuidadas.
Personagens ficticios, porém todos eles mostram o que eu teria feito, os erros que cometi e talvez o que eu queira realmente me tornar.
Não importa, desde q sejam os flocos de neve de sempre, não tem problema.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

la vie


Estranho pensar que durante tanto tempo estive pensando em pessoas q nem d longe se lembravam d mim...
Mais estranho ainda é acreditar q fiz diferença em suas vidas, e q hj eu sou muito mais do q alguém p/ falar mal... Espero que todas as pessoas, amigos e amores q passaram na minha vida conheçam, assim como eu conheci, o amor verdadeiro, a amizade perfeita e sentimento fraternal sem nenhum elo familiar. Sem contar as decepções q um dia farão, para todos sem exceção, uma imensa diferença e uma bela explicação sobre o q estamos fazendo aqui.
Hoje, resolvi escutar meu gênio Lou Reed, irreverência é o q não falta, e claro não pude deixar d rir ao pensar q um dia pensei q morreria sem vocês, e sobre sermos substitutos e substituídos, a vida é assim.

(na imagem, meu gênio)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

De volta

Ela tinha os olhos descançados, calmos novamente. Cabelos sedosos e bem arrumados. Seus lábios pareciam agora estar sempre sorrindo.
Se curara de sua amarguisse, egoísmo e de sua redoma.
Como isso ocorrera?
Ela o encontrara, estava de volta em seus braços, o tinha sempre do seu lado na cama, e seu sorriso no café da manhã.
Suas roupas voltaram a demonstrar leveza e seriedade, mas com um pequeno entusiasmo juvenil!
Escutava Matt Costa , enquanto lia e o ouvia cantar "loookiiing baaaack...", ria dele e pensava: Como sou capaz d amá-lo tanto?
Não sentia ciúmes, nem saudades, pois sabia que quando ele saía p/ trabalhar voltaria dali a seis horas. Confiava nele e nunca havia sentido a sensação de ter certeza de ser correspondida.
Voltara p/ a cozinha, fazendo pratos vegetarianos e rindo sempre do que ele falava. Um riso leve, sem compromisso e com uma pitada de vinho.
Bebiam todos os dias em pequenas quantidades, prontos a sentirem a liberdade mais aparente de se amar.
Questionamentos filosóficos não faltavam, ali estava um homem a sua altura, diziam os vizinhos.
A calmaria da vida de casal, duraria pouco, no fundo ela sabia. Mas quem se importa? Estava fazendo o que demorara tanto p/ aprender: Viver o hoje!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Continuação, agora com um grande equivoco!

Já estava na segunda música do cd, e ela já estava se lembrando do que sentiu quando ele se aproximou e perguntou se ela queria se juntar a turma dele...
Ela queria sim, os olhos dele eram interessantes...
-Bom, meus amigos estão longe daqui, acho q não se importariam!
Ele sorriu com sua resposta, e isso a fez tremer toda, já q seu sorriso era mais atrente do q imaginara.
Ele pegou sua mão, e hoje enquanto se recorda, pensa q aquele toque tinha sido o mais intimo d tda relação deles. Fora tão espontaneo o modo como ele havia segurado sua mão, q ela pensara com seus botões " Ele é experiente ".
Prometeu a si mesma q seria a unica e não só mais uma, usaria tdas as suas técnicas para conquista-lo... Fazia tempo q não tinha um desafio em mãos!

domingo, 20 de janeiro de 2008

Equívoco

Era um equívoco. Ela sabia disso. Mas não podia deixar de escutar aquele cd, pelo menos só mais uma vez, a última. Conhecia todas as notas d uma forma até maluca...
Era equivocado ter gritado que nunca mais o veria, nem em seus pensamentos e nesse momento estar escutando o cd cujo ele chamava d "o precioso".
não era só o cd q era favorito entre eles, como também o show em q fora gravado. Se conheceram naquele show, sem medo nem pudor, decidiram naquela noite q iriam estar juntos p/ o resto da vida! Recordava ela cada palavra dita e cada gesto feito, assim como cada olhar trocado.
- Quer um gole? Ele nem se preucupava em começar uma conversa, sabia muito bem fazê-lo!
- Quero... Hoje ela se pergunta por que aceitou e por que deixou aquilo td ir adiante, justo ela q era bem anti-social.
Poderia ter ido embora e nem olhado p/ trás... Mas aí só seria mais uma noite d distração, e assim, não haveria história!

sábado, 19 de janeiro de 2008

Retorno e Lembrança


Ela caminhava sem q seus pais tocassem o chão.
Ouvia a música no fundo do corredor, sabia que era ele! O único a saber tocar sua música e aos poucos, quanto mais se aproximava mais sentia seu perfume: inconfundível cheiro d lavanda!
Estava com tantas saudades e tão ansiosa para vê-lo que não podia nem respirar.
Abriu a porta sem pensar e o encontrou d costas, debruçado sobre a partitura, pronto a começar tocar novamente.
Seus cabelos compridos ondulados sempre presos, estavam um pouco maior do que quando partira.
Ela se aproximou e tocou seu ombro, ele nem sequer se surpreendeu e disse:
- Sabia que essa música te atrairia para cá!
- Eu... - tentou ela sem perceber que ainda estava de camisola e descabelada, e por um momento teve medo de ainda estar na cama sonhando.
-Não diga nada- disse ele - Eu sei o tamanho de minha ausência.
Vendo-a mecher em seus cabelos preocupada com a aparência, disse:
- Fique tranquila, já te vi acordar muitas vezes...
Ela sorriu e isso permitiu que ele se aproximasse, ela se deixou tocar pois não podia em momento algum lhe dizer não. E as saudades eram tantas que nem seu corpo aguentava, trazendo grandes dores de cabeça.
O seu beijo continuava o mesmo, seu toque tinha a mesma leveza e sua paciência parecia não ter sido abalada. De repente ela ouviu a música começar a soar novamente, sabia que era sua mente que trazia de volta todas as notas e acordes esquecidos, juntamente com o ritmo d seus compassos. Sabia q ele voltara para ficar.

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"Sou somente uma alma em tentação, Em rota de colisão. Deslocada, estranha e aqui presente." Lenine (fere e rente)