O primeiro contato veio com o abraço inesperado e desejos d um ótimo ano novo. O segundo contato foi uma gentileza, da parte dele, por incrível q pareça. Ele nunca foi gentil, bem educado, com certeza, mas gentileza não faz seu tipo, prefere ser frio e fingir ser egoísta.
Ele emprestara o casaco, nem a conhecia, apenas sabia quem era, aonde mora e a viu durante alguns anos nos corredores do colégio, nada especial, ninguém muito importante, sabe como é.
O casaco serviria para os dois, pensara ela. O momento q ela se encontrara com ele, era tão sem pudor, ela estava tão satisfeita em ser como ela era, e estar do jeito q estava q não ligava em estar muito próxima d alguém, sabia q se não agradasse não teria problema, nunca é um problema nosso se o outro não gostou d vc.
O verão havia começado com tanta alegria e tranquilidade q o dia d amanhã era incerto e ela não via nenhum problema nisso. Se acostumara com o fato d não estar amando a ninguém e estava em processo d amar a si mesma.
Ele, o q ele pensou e qual seu estado d espírito naquela noite é quase impossível d saber. O olhar dele revela tudo, mas também não revela nada, tente olhar por meus olhos os dele e talvez um dia entenda o q ele deixou p/ se entender e o q ele deixou p/ se duvidar, até mesmo para saber q a verdade estava ali, e não foi imaginação minha. Eu vi aquela tal da cristalização, eu vi, eu vi acontecer. E vi através dos meus olhos p/ dentro dos dele. Eu senti seus dedos nos meus e ouvi sua respiração falhar, e senti seu coração bater e ouvi palavras q nunca mais ouso dizer. Agora, mesmo sendo tão real, como ter a certeza d q td não foi um sonho? A única coisa q restou foi uma samba canção azul, listrada. ♥
domingo, 30 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
tpm
Os compromissos não parecem tão importantes agora, o frio continua presente, os risos tbm, os olhares continuam cheio d enigmas, os sorrisos com seus significados... E o choro? E o choro q não chega e se derrama totalmente? Por que pequenas parcelas d lágrimas? 6 vezes no débito? 6 vezes por semana por estar em débito com alguém;
Sempre quis mais. Sempre quis q vc se fosse por inteiro e ao mesmo tempo nunca quis t perder d mim, te esquecer, t encaixotar e jogá-lo num rio como coisas velhas. O tempo já t considera passado, e eu t considero ausente, ausente d minha vida, vivo apenas naquilo q eu faço força p/ esquecer e ao mesmo tempo p/ guardar com todo o carinho.
Assim, espero estar seguindo teu conselho, seguir com a esperança d q nada piore, d q nada se perca, d q nada mude, mas q ao mesmo tempo nunca seja como um dia foi.
Sempre quis mais. Sempre quis q vc se fosse por inteiro e ao mesmo tempo nunca quis t perder d mim, te esquecer, t encaixotar e jogá-lo num rio como coisas velhas. O tempo já t considera passado, e eu t considero ausente, ausente d minha vida, vivo apenas naquilo q eu faço força p/ esquecer e ao mesmo tempo p/ guardar com todo o carinho.
Assim, espero estar seguindo teu conselho, seguir com a esperança d q nada piore, d q nada se perca, d q nada mude, mas q ao mesmo tempo nunca seja como um dia foi.
domingo, 23 de maio de 2010
Vestibulanda
Paulina estava sem sono. Não queria comer demais p/ não engordar, nem chorar p/ não borrar a maquiagem, não queria desabafar p/ não parecer chata, nem ligar p/ ele p/ não parecer ridícula. Sorriso fake como seu perfil no orkut, lágrimas contidas e risadas forçadas, bebidas empurradas garganta abaixo, pq comemorar?
E se ela encontrá-lo no caminho de volta p/ casa, espera-se q esteja bem arrumada e q não pareça derrotada, nem q demonstre tristeza por ter sido rejeitada, espera-se q ela esteja perfeita, q sorria, seja simpática e q não fale do passado.
Como conter suspiros, olhares, beijos e confissões q se foram sem precisar ir?
Sem motivo algum, continua contendo esse sentimento q um dia irá transbordar e ninguém, nem ela mesma poderá fingir q não esta acontecendo nada. Tomara q transborde e ela chore as últimas lágrimas da ausência do final feliz, mas por favor, só depois d amanhã, pois amanhã temos prova de matemática.
E se ela encontrá-lo no caminho de volta p/ casa, espera-se q esteja bem arrumada e q não pareça derrotada, nem q demonstre tristeza por ter sido rejeitada, espera-se q ela esteja perfeita, q sorria, seja simpática e q não fale do passado.
Como conter suspiros, olhares, beijos e confissões q se foram sem precisar ir?
Sem motivo algum, continua contendo esse sentimento q um dia irá transbordar e ninguém, nem ela mesma poderá fingir q não esta acontecendo nada. Tomara q transborde e ela chore as últimas lágrimas da ausência do final feliz, mas por favor, só depois d amanhã, pois amanhã temos prova de matemática.
sábado, 22 de novembro de 2008
Bela Lisa
Elisa caminhava lentamente, enquanto se divertia com o som de folhas secas em que pisava.Já era adulta, sabia disso. Mas seu rosto e seu sorriso continuavam a exibir uma certa infantilidade. Sem feições marcantes, apenas os grandes olhos claros, podia ser chamada de bela.
Deixara tudo para trás, com o único propósito de recomeçar.Gostava de ver o sol nascer, de observar folhas caindo, e até mesmo admirar o passado.
Cansada de esperar por ele, suspirou.
Apoiada na janela, teve a brilhante idéia de queimar seus lençóis.
Sempre agiu por impulso e pecipitadamente, mas sabia que aquela era uma medida drástica que precisava ser tomada.Afinal, todos os seus sentidos já estavam acostumados com a ausência dele, exceto um.
O tato, ela não podia tocá-lo.
A visão, já não o via há tempos, nem em fotografias.
O paladar, o gosto de seus beijos fora resolvido com uma boa escovada nos dentes e uma bala de menta.
A audição, essa ela ocupava com músicas dançantes e animadas. O timbre dele fora esquecido logo depois dos gritos causados pela discussão.
Agora, só restava eliminar o cheiro impregnado dos lençóis.
Não bastava lavá-los, pois quando se deitasse novamente, a memória a faria lembrar das noites perdidas.
Estaria ela pronta para fechar aquela porta? Uma coisa é certa, a janela que hoje estava aberta, para sempre permaneceria assim.
Deixara tudo para trás, com o único propósito de recomeçar.Gostava de ver o sol nascer, de observar folhas caindo, e até mesmo admirar o passado.
Cansada de esperar por ele, suspirou.
Apoiada na janela, teve a brilhante idéia de queimar seus lençóis.
Sempre agiu por impulso e pecipitadamente, mas sabia que aquela era uma medida drástica que precisava ser tomada.Afinal, todos os seus sentidos já estavam acostumados com a ausência dele, exceto um.
O tato, ela não podia tocá-lo.
A visão, já não o via há tempos, nem em fotografias.
O paladar, o gosto de seus beijos fora resolvido com uma boa escovada nos dentes e uma bala de menta.
A audição, essa ela ocupava com músicas dançantes e animadas. O timbre dele fora esquecido logo depois dos gritos causados pela discussão.
Agora, só restava eliminar o cheiro impregnado dos lençóis.
Não bastava lavá-los, pois quando se deitasse novamente, a memória a faria lembrar das noites perdidas.
Estaria ela pronta para fechar aquela porta? Uma coisa é certa, a janela que hoje estava aberta, para sempre permaneceria assim.
O vício
Lúcia o observava de longe, sabia que era ele. Conhecia todas as suas tatuagens, assim como cada milímetro de seu corpo. Aquelas noites e aqueles olhares tão intensos, sabia que nada fora em vão, mas custava a acreditar que aquele homem sentado com muitas mulheres em volta, era o mesmo que um dia ela chegou a beijar os lábios. Tanto era o mesmo homem como tinha a mesma cicatriz no peito.
Com a camisa aberta, ela via a prova que não deixava as ilusões tomarem sua mente.
Ele sorria para as mulheres em volta, enquanto elas o beijavam em várias partes do corpo. Ele estava tão excitado que não pode notar a presença de Lúcia.
Até que os olhos se encontraram, aquele encontro de olhares pareceu durar muito mais do que apenas três segundos. A expressão assustada de Lúcia, fez com que ele se envergonhasse e paralisasse tudo o que estava fazendo, só para olhar mais profundo nos olhos dela.
Naqueles segundos, ele decidiu o que fazer e escolheu para si um final feliz. Se levantou, caminhou até ela, que neste momento cobria o rosto com as mãos.
Com aquele toque delicado, conhecido pelos dois nos momentos de intimidade, ela se deixou levar por ele, caindo em seus braços.
- Por que...? - tenta ele.
- Não sei... - disse ela, como uma resposta.
- Por que você foi embora? - disse Eduardo já tomado pela indignação, "como poderia estar ela naquele lugar? ou o que pretendia fazer ali??"
- Por que você pediu...- Lúcia estava tremendo, do mesmo modo como tremia quando ele soprava de leve em sua nuca.- Eduardo, eu só queria um tempo para mim. - Tenta esclarecer.
- Final feliz para nós dois? (ele realmente sabia como lidar com ela...)
Essa escolha, embora ela soubesse que era um erro, não podia desperdiçar aquele beijo e aquele toque, ela havia desejado isso desde que partira.
Eduardo a amava, mas não sabia o significado da palavra "respeito". Para ela, eram sinônimos. "Como pode um homem que não respeita nem a si mesmo, ser tão delicado em suas carícias?" Era o que Lúcia se perguntava todas as noites, quando ele saía a procura de algum copo de bebida ou uma mesa de jogos.
Com a camisa aberta, ela via a prova que não deixava as ilusões tomarem sua mente.
Ele sorria para as mulheres em volta, enquanto elas o beijavam em várias partes do corpo. Ele estava tão excitado que não pode notar a presença de Lúcia.
Até que os olhos se encontraram, aquele encontro de olhares pareceu durar muito mais do que apenas três segundos. A expressão assustada de Lúcia, fez com que ele se envergonhasse e paralisasse tudo o que estava fazendo, só para olhar mais profundo nos olhos dela.
Naqueles segundos, ele decidiu o que fazer e escolheu para si um final feliz. Se levantou, caminhou até ela, que neste momento cobria o rosto com as mãos.
Com aquele toque delicado, conhecido pelos dois nos momentos de intimidade, ela se deixou levar por ele, caindo em seus braços.
- Por que...? - tenta ele.
- Não sei... - disse ela, como uma resposta.
- Por que você foi embora? - disse Eduardo já tomado pela indignação, "como poderia estar ela naquele lugar? ou o que pretendia fazer ali??"
- Por que você pediu...- Lúcia estava tremendo, do mesmo modo como tremia quando ele soprava de leve em sua nuca.- Eduardo, eu só queria um tempo para mim. - Tenta esclarecer.
- Final feliz para nós dois? (ele realmente sabia como lidar com ela...)
Essa escolha, embora ela soubesse que era um erro, não podia desperdiçar aquele beijo e aquele toque, ela havia desejado isso desde que partira.
Eduardo a amava, mas não sabia o significado da palavra "respeito". Para ela, eram sinônimos. "Como pode um homem que não respeita nem a si mesmo, ser tão delicado em suas carícias?" Era o que Lúcia se perguntava todas as noites, quando ele saía a procura de algum copo de bebida ou uma mesa de jogos.
Aviso
O tempo nunca parou, as folhas, as árvores, o vento... tudo continua exercendo suas funções...exceto o telefone e a minha caixa de correios... por onde vc anda??
se diverte as custas de minhas aflições!
eu achava q a liberdade estava em seu sorriso mas descobri nele e em seus lábios a dependencia.
Vício e distorção.
Se divirta, mas não pense q te deixarei voltar...
se diverte as custas de minhas aflições!
eu achava q a liberdade estava em seu sorriso mas descobri nele e em seus lábios a dependencia.
Vício e distorção.
Se divirta, mas não pense q te deixarei voltar...
Trecho do roteiro

"- Eu tenho que ir...Tenho que alcançar minha carona.
- Então vá.
- Eu fui.Achei que talvez fosse maluca...Mas você era interessante...
-Queria que tivesse ficado.
-Eu também queria ter ficado.Agora eu queria ter ficado, queria ter feito um monte de coisas.Eu queria ter...Eu queria ter ficado... Queria sim.
-Eu desci e você tinha ido.
-Eu saí... Sai pela porta
-Porquê?
-Não sei. Senti-me um menino apavorado, era mais forte que eu...não sei.
-Estava com medo?-
Estava...Pensei que soubesse que eu era assim.Corri de volta pra fogueira tentando superar minha humilhação, eu acho.
-Foi alguma coisa que eu disse?
-Foi.Você disse: "Então vá", com tanto desdém, sabe?
-Me desculpe...
-Tudo bem....
-Joely...E se você ficasse dessa vez?
-Eu fui embora pela porta... Não sobrou nenhuma lembrança.
-Volte e faça uma despedida, pelo menos. Vamos fingir que tivemos uma.
Tchau, Joel.
-Eu te amo.
-Encontre-me em Montauk..."
*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-
"Esse foi o dia em que nos conhecemos. Você estava na beira do mar. Mal dava pra te ver de longe. Eu me lembro de cair por você bem ali.Eu pensei: 'que estranho, estou caído pelas costas de alguém'Você estava com aquele casaco laranja que eu iria conhecer tão bem. E acabar odiando."
trechos do filme: "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças"
- Então vá.
- Eu fui.Achei que talvez fosse maluca...Mas você era interessante...
-Queria que tivesse ficado.
-Eu também queria ter ficado.Agora eu queria ter ficado, queria ter feito um monte de coisas.Eu queria ter...Eu queria ter ficado... Queria sim.
-Eu desci e você tinha ido.
-Eu saí... Sai pela porta
-Porquê?
-Não sei. Senti-me um menino apavorado, era mais forte que eu...não sei.
-Estava com medo?-
Estava...Pensei que soubesse que eu era assim.Corri de volta pra fogueira tentando superar minha humilhação, eu acho.
-Foi alguma coisa que eu disse?
-Foi.Você disse: "Então vá", com tanto desdém, sabe?
-Me desculpe...
-Tudo bem....
-Joely...E se você ficasse dessa vez?
-Eu fui embora pela porta... Não sobrou nenhuma lembrança.
-Volte e faça uma despedida, pelo menos. Vamos fingir que tivemos uma.
Tchau, Joel.
-Eu te amo.
-Encontre-me em Montauk..."
*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-
"Esse foi o dia em que nos conhecemos. Você estava na beira do mar. Mal dava pra te ver de longe. Eu me lembro de cair por você bem ali.Eu pensei: 'que estranho, estou caído pelas costas de alguém'Você estava com aquele casaco laranja que eu iria conhecer tão bem. E acabar odiando."
trechos do filme: "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças"
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- "Sou somente uma alma em tentação, Em rota de colisão. Deslocada, estranha e aqui presente." Lenine (fere e rente)
