sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Caro B*

Estou lhe escrevendo essa carta para lhe comunicar sobre o estado das suas coisas. Sim, estou com uma blusa de lã azul e uma samba canção também azul. Devolverei de certo em nosso próximo encontro.
Receio te lembrar que também possue coisas minhas, e aviso que as quero de volta.
Gostaria de receber também pelo tempo em que trabalhei por seu bem estar. Isso inclue 45 tardes as quais as horas vc deve se lembrar.
Sobre a indenização, bom, não faço idéia de quanto vale um coração. Apenas tente não quebrar o de mais ninguém. E fique com ele quebrado, lembre-se que me pertence e conserve em local discreto. Na sua estante, sugiro.
Espero que você considere acertado as vezes em que perdi de você em nossos jogos, afinal, sempre ganhavas o que eu tinha de melhor.
Te desejo tudo de bom em seus novos projetos.
Adoro a formalidade com que temos nos tratado nas últimas semanas.
Um abraço, de quem supera.
N*

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Onde é que fica o sótão?

Sempre guardei o amor q eu tinha para dar em uma caixinha. Caixinha? Na verdade era um porão inteiro, cheio d caixas. Eu entrava lá todos os dias, esvaziava uma caixa a cada momento q passava com vc.
Não me preocupei se um dia estaria cheia d caixas vazias e poeira.
Vc também não se preocupou em encher minhas caixas, em trocar nossos amores.
Estavas precisando tanto das minhas caixas q em dois meses esvaziou todas elas e quando viu q teria q enchê-las com o q vc podia oferecer, se assustou. E me deixou entre garrafas.
E hoje, no fim, eu não consigo oferecer nem um pingo d amor. Só tenho garrafas d saudades.
Ninguém gosta d caixas vazias, muito menos garrafas cheias de saudades.
Terei d bebê-las todas sozinha.
E aí? Eu terei garrafas vazias apenas?

sábado, 6 de novembro de 2010

Por que nada faria sentido sem você


Se não fosse esse teu jeito d não tentar explicar nada, de relaxar quando se precisa correr e d fazer barulhinhos fofos no lugar d arrotos, talvez eu não te amasse tanto assim.
Jeffy, é simples, clichê, previsível e ao mesmo tempo lindo:
Não vivo sem vc e te amo.

sábado, 30 de outubro de 2010

Gostaria simplesmente d ignorar você, d não dar a mínima, de não ligar p/ nada do q vc faz ou deixa d fazer;
Gostaria d não ter saído ontem, de não ter namorado ninguém p/ t substituir, de ter tomado devidas precauções, de não estar preocupada. De não ter torcido o pé, de não ter perdido meu celular, de ainda pode contar td p/ minha mãe, de poder ser sincera com vc, sem medo d me machucar.
Você disse q eu não gosto mais tanto assim d vc, é mentira, só estou com medo de me machucar. De novo, pela terceira vez.
Estou vivendo com se não houvesse o amanhã, correto. Vestibular deixou d ser meu foco esse ano a partir d julho, minha vida espiritual só não está abandonada pq acredito em muita coisa, aliás deixo meu destino sempre a mercê do q der e vier, quero poder contar p/ minha mãe, quero voltar a ter uma relação legal com ela, mas pq é tão dificil ela me deixar quebrar a cara d vez em quando? pq ela sempre tem q me fazer trilhar o caminho mais chato para não correr riscos?

Juventude a flor da pele, sempre foi esse o nosso lema, né jeffy?
Desculpe ter t levado p/ aquele fim d mundo, d t prejudicar as vezes, mas eu estou sempre com vc, não é mesmo?
Estou em dívida com um monte d gente e um monte d gente está em dívida comigo, eu não me importo...
Quero um mundo melhor, pessoas honestas, quero vc honesto, quero vc falante sobre vc, adoro t escutar, adoro saber o q vc pensou mesmo quando são os pensamentos racistas, egoístas e babacas q vc sempre tem.
Tá tudo caminhando p/ trás, como eu disse um dia.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Assim, espero estar seguindo teu conselho, seguir com a esperança d q nada piore, d q nada se perca, d q nada mude, mas q ao mesmo tempo nunca seja como um dia foi.
Escrevo sem parar, deixo os dedos baterem nas teclas, digito td q me vêm a mente, sem me preocupar com regras, gramática, concordância, afinal nada é regrado, gramaticado, ou possui alguma concordância em meu coração.
Não quero aprovação, tão pouco q leiam isso, quero desabafar, quero soltar o grito q eu sufoquei;
Quero te matar em palavras e te viver em pensamento. Quero inspiração, expressão. Quero você, vivo e morto pelo tempo, escrito e reescrito por um simples registro, moderno, simples e clichê. Assim como td q sai d sua boca, meio ilusão, meio verdade, meio susto, meio impulso, meio criativo, meio criação e total imaginação. Quem me disse pela primeira vez q matemática era exata? Quem continua mentindo q 1+1 é igual a dois?
te odeio, te odeio e te odeio.

Pois é.

Você é desprezível, em alguns momentos me trata tão bem q chego a duvidar d seu caráter e penso q talvez em vc tenha ocorrido alguma mudança;
Esperança é força demais, gaste de energia demais p/ eu pensar "talvez... quem sabe... nós?"
Já não caio mais nas suas palavrinhas e frases prontas, coisas que se bem escutadas soam como: "eu sei q vc gosta d escutar"; Não me deixo levar, já aceitei q vc foi invenção e idealização da minha cabeça e q td q resta d vc é a essência pura da estupidez e da babaquice, te odeio, te odeio e te odeio.
Mas por favor... tenta me convencer mais uma vez? Prometo q não choro dessa vez.

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"Sou somente uma alma em tentação, Em rota de colisão. Deslocada, estranha e aqui presente." Lenine (fere e rente)