sábado, 5 de junho de 2010

"...you know me, and I miss you now..."

Não saberia dizer por quanto tempo estive ali, sentada na areia, inteira molhada d chuva, com os lábios escurecendo, os dentes batendo de frio, simplesmente olhando o mar.
As vezes um gemido vinha e logo depois dele um grito desesperado e ai era impossivel segurar as lágrimas q escorriam. Eu enchia a mão d areia nesses momentos e chorava até cansar o peito, a voz e os olhos. E quando passava, voltava a olhar p/ o mar sem ter um único pensamento sequer sobre nada.
Permaneci assim, sozinha, só olhando e as vezes me desesperando, até q com muita raiva minhas pernas responderam e eu me lavantei, tomando o caminho d volta p/ casa. Uma caminhada q vc sempre considerou longa, eu a fiz entre tropeços e soluços, até em casa. O silêncio perdurava e eu precisava d um banho, mas d novo fiquei só sentada, olhando a torneira da pia pingar.
É tão bonita essa ausência de pensamento... Quando eu pensava em algo, sempre era vc e daí vinha o desespero...
Tomei meu banho, não me lembro quanto tempo demorei, só sei q depois não quis me vestir, fiquei d ropão, até minha mãe chegar e me contar q fora até sua casa. Ter uma notícia sua foi um alívio e depois uma raiva imensa.
Não parei d pensar q seria melhor se vc tivesse morrido.
Todo mundo sabe q quando se morre pelo menos se tem um motivo p/ lágrimas, enquanto vc, me fazia chorar d graça.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

"I held my breath with my eyes closed"

No fim, é tudo sobre desejar.
Elisa deseja algo q não pode ter e isso a faz sentir-se mal. Desde pequena ouviu poucos nãos. Faziam td q podiam p/ vê-la sorrir. E quando diziam não, e ela se revoltava, ficava muito brava por alguns segundos e de repente via outra coisa q desejava bem mais e aquele desejo anterior se tornava tão pequeno q podia ser facilmente esquecido.

Agora, na adolescência, ela percebeu q não vão mais fazer d td p/ ela sorrir, q quem terá q fazer isso por ela é ela mesma.
E agora q é inevitável sorrir, o q fazer?

Quando ela amou pela primeira vez, viu q por mais q ele a quisesse feliz, ele não a queria por perto... É tão estranho quando os nosos desejos não batem com os dos outros.

Eles se amaram no quarto de hópedes a tarde inteira, e ela percebeu q a felicidade tinha forma d lençóis e cheiro d roupa limpa. E quando seus corações bateram juntos no mesmo ritmo ela teve certeza d q ele sentia o mesmo q ela. Foi seu primeiro engano, sua primeira falta d controle.

E quando ele foi embora, Elisa não sentia-se tão Elisa assim. Odiava-se por dentro e tinha vontade d quebrar-se em dez milhões de pedaços, ou quem sabe quebrar a cara dele.

E de repente, tudo fez sentindo, desejar não é o bastante. E o desejo é a causa d tds os seus problemas. A solução poderia ser não desejar, ou desejar outra coisa... Mas e agora?
Ela não quer desejar outra coisa;

domingo, 30 de maio de 2010

First day

O primeiro contato veio com o abraço inesperado e desejos d um ótimo ano novo. O segundo contato foi uma gentileza, da parte dele, por incrível q pareça. Ele nunca foi gentil, bem educado, com certeza, mas gentileza não faz seu tipo, prefere ser frio e fingir ser egoísta.
Ele emprestara o casaco, nem a conhecia, apenas sabia quem era, aonde mora e a viu durante alguns anos nos corredores do colégio, nada especial, ninguém muito importante, sabe como é.
O casaco serviria para os dois, pensara ela. O momento q ela se encontrara com ele, era tão sem pudor, ela estava tão satisfeita em ser como ela era, e estar do jeito q estava q não ligava em estar muito próxima d alguém, sabia q se não agradasse não teria problema, nunca é um problema nosso se o outro não gostou d vc.
O verão havia começado com tanta alegria e tranquilidade q o dia d amanhã era incerto e ela não via nenhum problema nisso. Se acostumara com o fato d não estar amando a ninguém e estava em processo d amar a si mesma.
Ele, o q ele pensou e qual seu estado d espírito naquela noite é quase impossível d saber. O olhar dele revela tudo, mas também não revela nada, tente olhar por meus olhos os dele e talvez um dia entenda o q ele deixou p/ se entender e o q ele deixou p/ se duvidar, até mesmo para saber q a verdade estava ali, e não foi imaginação minha. Eu vi aquela tal da cristalização, eu vi, eu vi acontecer. E vi através dos meus olhos p/ dentro dos dele. Eu senti seus dedos nos meus e ouvi sua respiração falhar, e senti seu coração bater e ouvi palavras q nunca mais ouso dizer. Agora, mesmo sendo tão real, como ter a certeza d q td não foi um sonho? A única coisa q restou foi uma samba canção azul, listrada. ♥

segunda-feira, 24 de maio de 2010

tpm

Os compromissos não parecem tão importantes agora, o frio continua presente, os risos tbm, os olhares continuam cheio d enigmas, os sorrisos com seus significados... E o choro? E o choro q não chega e se derrama totalmente? Por que pequenas parcelas d lágrimas? 6 vezes no débito? 6 vezes por semana por estar em débito com alguém;
Sempre quis mais. Sempre quis q vc se fosse por inteiro e ao mesmo tempo nunca quis t perder d mim, te esquecer, t encaixotar e jogá-lo num rio como coisas velhas. O tempo já t considera passado, e eu t considero ausente, ausente d minha vida, vivo apenas naquilo q eu faço força p/ esquecer e ao mesmo tempo p/ guardar com todo o carinho.

Assim, espero estar seguindo teu conselho, seguir com a esperança d q nada piore, d q nada se perca, d q nada mude, mas q ao mesmo tempo nunca seja como um dia foi.

domingo, 23 de maio de 2010

Vestibulanda

Paulina estava sem sono. Não queria comer demais p/ não engordar, nem chorar p/ não borrar a maquiagem, não queria desabafar p/ não parecer chata, nem ligar p/ ele p/ não parecer ridícula. Sorriso fake como seu perfil no orkut, lágrimas contidas e risadas forçadas, bebidas empurradas garganta abaixo, pq comemorar?
E se ela encontrá-lo no caminho de volta p/ casa, espera-se q esteja bem arrumada e q não pareça derrotada, nem q demonstre tristeza por ter sido rejeitada, espera-se q ela esteja perfeita, q sorria, seja simpática e q não fale do passado.
Como conter suspiros, olhares, beijos e confissões q se foram sem precisar ir?
Sem motivo algum, continua contendo esse sentimento q um dia irá transbordar e ninguém, nem ela mesma poderá fingir q não esta acontecendo nada. Tomara q transborde e ela chore as últimas lágrimas da ausência do final feliz, mas por favor, só depois d amanhã, pois amanhã temos prova de matemática.

sábado, 22 de novembro de 2008

Bela Lisa


Elisa caminhava lentamente, enquanto se divertia com o som de folhas secas em que pisava.Já era adulta, sabia disso. Mas seu rosto e seu sorriso continuavam a exibir uma certa infantilidade. Sem feições marcantes, apenas os grandes olhos claros, podia ser chamada de bela.
Deixara tudo para trás, com o único propósito de recomeçar.Gostava de ver o sol nascer, de observar folhas caindo, e até mesmo admirar o passado.
Cansada de esperar por ele, suspirou.
Apoiada na janela, teve a brilhante idéia de queimar seus lençóis.
Sempre agiu por impulso e pecipitadamente, mas sabia que aquela era uma medida drástica que precisava ser tomada.Afinal, todos os seus sentidos já estavam acostumados com a ausência dele, exceto um.
O tato, ela não podia tocá-lo.
A visão, já não o via há tempos, nem em fotografias.
O paladar, o gosto de seus beijos fora resolvido com uma boa escovada nos dentes e uma bala de menta.
A audição, essa ela ocupava com músicas dançantes e animadas. O timbre dele fora esquecido logo depois dos gritos causados pela discussão.
Agora, só restava eliminar o cheiro impregnado dos lençóis.
Não bastava lavá-los, pois quando se deitasse novamente, a memória a faria lembrar das noites perdidas.
Estaria ela pronta para fechar aquela porta? Uma coisa é certa, a janela que hoje estava aberta, para sempre permaneceria assim.

O vício


Lúcia o observava de longe, sabia que era ele. Conhecia todas as suas tatuagens, assim como cada milímetro de seu corpo. Aquelas noites e aqueles olhares tão intensos, sabia que nada fora em vão, mas custava a acreditar que aquele homem sentado com muitas mulheres em volta, era o mesmo que um dia ela chegou a beijar os lábios. Tanto era o mesmo homem como tinha a mesma cicatriz no peito.
Com a camisa aberta, ela via a prova que não deixava as ilusões tomarem sua mente.
Ele sorria para as mulheres em volta, enquanto elas o beijavam em várias partes do corpo. Ele estava tão excitado que não pode notar a presença de Lúcia.
Até que os olhos se encontraram, aquele encontro de olhares pareceu durar muito mais do que apenas três segundos. A expressão assustada de Lúcia, fez com que ele se envergonhasse e paralisasse tudo o que estava fazendo, só para olhar mais profundo nos olhos dela.
Naqueles segundos, ele decidiu o que fazer e escolheu para si um final feliz. Se levantou, caminhou até ela, que neste momento cobria o rosto com as mãos.
Com aquele toque delicado, conhecido pelos dois nos momentos de intimidade, ela se deixou levar por ele, caindo em seus braços.
- Por que...? - tenta ele.
- Não sei... - disse ela, como uma resposta.
- Por que você foi embora? - disse Eduardo já tomado pela indignação, "como poderia estar ela naquele lugar? ou o que pretendia fazer ali??"
- Por que você pediu...- Lúcia estava tremendo, do mesmo modo como tremia quando ele soprava de leve em sua nuca.- Eduardo, eu só queria um tempo para mim. - Tenta esclarecer.
- Final feliz para nós dois? (ele realmente sabia como lidar com ela...)
Essa escolha, embora ela soubesse que era um erro, não podia desperdiçar aquele beijo e aquele toque, ela havia desejado isso desde que partira.
Eduardo a amava, mas não sabia o significado da palavra "respeito". Para ela, eram sinônimos. "Como pode um homem que não respeita nem a si mesmo, ser tão delicado em suas carícias?" Era o que Lúcia se perguntava todas as noites, quando ele saía a procura de algum copo de bebida ou uma mesa de jogos.

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"Sou somente uma alma em tentação, Em rota de colisão. Deslocada, estranha e aqui presente." Lenine (fere e rente)